Vacinação 2021: uma série de podcasts que mostra a importância que as vacinas têm para as nossas vidas e para a nossa saúde.

Cem anos antes de que o mundo soubesse o que eram os vírus, o médico rural Edward Jenner descobriu, em 1716, a primeira vacina capaz de combater a pandemia histórica da varíola. Os anos se passaram, a ciência foi expandindo, criando forma, e a sociedade passou a conhecer de perto os conceitos de proteção coletiva e erradicação de doenças graves. Esta série de podcasts, apresentada pela jornalista Alice de Souza, vai mergulhar de cabeça na importância da vacinação — assunto que se tornou, especialmente em 2021, manchete dos noticiários. Convidamos todos a embarcarem nessa busca pelo conhecimento. Sejam bem-vindos!

Este episódio estará disponível em breve.

Os imunizantes são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis, em sua maioria, de forma rotineira nos postos de saúde, além da vacina contra a influenza, disponibilizada anualmente em período de campanha.

 

Crianças

Logo ao nascer, os meninos e meninas devem tomar a vacina BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, e o imunizante contra a hepatite B.

Aos 2, 3, 4, 5 e 6 meses de vida, as crianças também precisam ser levadas aos postos de saúde para serem protegidas contra poliomielite, rotavírus, meningite, pneumonia, tétano e coqueluche.  Entre os 12 meses e os 4 anos são feitos alguns reforços vacinais, além da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba) aos 12 meses, com reforço aos 15 meses, e contra a hepatite A, aos 15 meses.

 

Adolescentes

Entre os 9 e 14 anos, para as garotas, e entre os 11 e 14 anos, para os garotos, é feita a vacinação contra o HPV (vírus do papiloma humano), que previne contra cânceres de colo do útero e pênis. A imunização é feita em duas doses, com um intervalo de seis meses entre elas.

Também entre os 11 e 12 anos, para ambos os sexos, deve ser feito uma dose da vacina meningocócica ACWY (conjugada). Dos 10 aos 19 ainda pode ser feito o esquema contra a hepatite B, em 3 doses (a segunda é feita um mês após a primeira; a terceira deve ser aplicada seis meses após a primeira), caso não tenha sido feito na infância. Já a dT (difteria e tétano) são em três doses para não vacinados, além de um reforço a cada dez anos

 

 Adultos e idosos

Três doses da dT (difteria e tétano) em não vacinados e um reforço a cada dez anos; três doses contra hepatite B, a depender da situação vacinal.

 

Gestantes

Vacina contra hepatite B, dT (difteria e tétano) e dTpa (coqueluche, tétano e difteria), dependendo da situação vacinal, além de influenza em período de campanha.

 

Sarampo

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Para crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos, não vacinados anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas 2 doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 59 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice. Profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade.

 

Influenza

A vacina contra três tipos de influenza é ofertada anualmente durante campanha nacional para diversos públicos. Neste ano, as doses foram voltadas para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com deficiência, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), professores das redes pública e privada, idosos (60 anos ou mais), profissionais de saúde, povos indígenas, pessoas com comorbidades, privados de liberdade e funcionários do sistema prisional, caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motorista e cobradores) e trabalhadores portuários; e força de segurança e salvamento (bombeiros, policiais civis e militares, Exército, Marinha e Aeronáutica).

 

*A cobertura vacinal da influenza é calculada a partir das doses aplicadas apenas entre crianças, gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde, indígenas, adultos entre 55 e 59 anos e idosos. Nesse público, a cobertura vacinal em 2020 ficou em 103% – mais de 2,4 milhões de vacinados.

 

Fonte: Secretaria de Saúde de Pernambuco

Criança

Tuberculose; Hepatite B; Poliomielite; Rotavírus; Meningite; Pneumonia; Sarampo; Rubéola; Caxumba; Tétano; Coqueluche; Influenza.

 

Adolescentes

HPV; Doença meningocócica; Hepatite B; Sarampo; Rubéola; Caxumba; Difteria; Tétano.

 

Adulto

Sarampo; Rubéola; Caxumba; Difteria; Tétano.

 

Idoso

Hepatite B; Difteria; Tétano; Influenza.

 

Gestante

Hepatite B; Difteria; Tétano; Coqueluche; Influenza.

 

É importante guardar a caderneta de vacinação e levá-la para que o profissional da unidade de saúde avalie as doses que precisam ser feitas.

 

Fonte: Secretaria de Saúde de Pernambuco

É MITO que uma melhor higiene e saneamento farão doenças desaparecerem – vacinas não são necessárias.

Doenças evitáveis por vacinas podem se espalhar independente de medidas de prevenção como uma melhor higiene, lavagem das mãos e uso de água limpa. Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que já não existem no território brasileiro, como a poliomielite e o sarampo, por exemplo, podem voltar a aparecer rapidamente.

 

É MITO que doenças, que estão quase erradicadas, não precisam mais de vacinação

Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar barreiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida.

 

É MITO que é melhor ser imunizado por meio da doença do que por meio de vacinas

As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta semelhante àquela produzida pela infecção natural, mas não causam a doença ou colocam a pessoa imunizada em risco de possíveis complicações e sequelas.

 

É MITO que aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo pode aumentar o risco de reações prejudiciais no sistema imunológico

Evidências científicas mostram que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos e não sobrecarrega o sistema imunológico. Além disso, o Programa Nacional de Imunizações vem buscando oferecer vacinas combinadas como a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), a fim de reduzir o número de injeções.

 

É MITO que vacinas causam autismo

O artigo polêmico lançado em 1998 defendendo essa hipótese foi desconsiderado e excluído. Especialistas afirmam que não há qualquer evidência científica que relacione a vacina da tríplice viral ao transtorno de neurodesenvolvimento.

 

Fonte: Ministério da Saúde

Serviços

 

Informações sobre a vacinação contra a Covid-19, acesse o site:

www.pecontracoronavirus.pe.gov.br

 

Para mais informações do estado, acesse o site da Secretaria Estadual de Saúde:

http://portal.saude.pe.gov.br/

Personagens

Vivemos uma era marcada pelo bombardeio de informação e, dentro desse contexto, a série Vacinação 2021 veio à tona para alertar sobre a saúde e desconstruir mitos narrados ao longo do tempo. Nosso papel de informar e aprofundar o debate sobre a vacinação só foi possível por causa da participação de cada um de vocês. Muito obrigado médicos, pacientes, pesquisadores e todos que dividiram um pouquinho do tempo conosco!

Equipe e Bastidores

Direção
Celso Ishigami e Fred Figueiroa

Apresentação e Textos
Alice de Souza

Coordenação de Produção
Júlia Galvão

Produção
Ketheryne Mariz

Edição de áudio
Bruno Lins

Distribuição Digital
Rodrigo Carvalho