Episódio 1

40 Anos de Pandemia

Dos surtos registrados nos Estados Unidos no fim da década de 70 até hoje, muita coisa mudou. O diagnóstico já não é mais uma sentença de morte e as terapias com anti-retrovirais elevaram a expectativa de vida dos pacientes para a média da população em geral. Conversamos sobre os 40 anos da epidemia global do HIV com a psicóloga Bethânia Cunha, a infectologista Polyana Monteiro e o sanitarista François Figueiroa.

“Diante do preconceito, as pessoas custam a acreditar que são portadoras do vírus HIV e isso faz com que elas levem muito tempo a aceitar e buscar atendimento. Isso tem um impacto muito grande na condição de transmissão da doença para outras pessoas e do próprio indivíduo, que deixa de procurar atendimento e a doença vai evoluindo silenciosamente ao longo dos anos.”

Pollyana Monteiro – Infectologista

 

“A história mostrou que não tem a ver. Aids não é sinônimo de morte. Ter HIV, primeiro de tudo, não é ter Aids.”

Bethânia Cunha – Psicóloga

 

“Temos que ter a consciência que precisamos do nosso Sistema Único de Saúde. E o Estado é que tem que dar resposta a uma grande coisa como essa. Cabe a nós cidadãs e cidadãos entender isso e lutar para que aconteça.”

François Figueiroa – Sanitarista 

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